Correias em V

Publicado em: 21/08/2020

Autor/fonte: Celbras

Na Mecânica, o produto "Correia" pertence ao conjunto de partes e peças de uma máquina, trata-se de uma cinta flexível, que fará a transmissão de movimento e torque entre duas ou mais polias, podendo ser fabricada com camadas de lonas e borracha vulcanizada, couro, poliamida revestida com borracha, poliuretano, fibras e algodão, aramida, aço etc...

Existem dezenas de tipos de Correias de Transmissão de Potência e milhares de medidas!!  

Todas elas realizam a transferência de potência e rotação entre os eixos das máquinas, como esteiras, roscas, ventiladores, agitadores, dentre outras.

Correias são utilizadas para transmitir a força e movimento de rotação de uma polia para outra.

Junto com as polias as correias formam a base de equipamentos onde é necessária a transmissão de energia mecânica.

Sobre o Tensionamento de Correias, existem 3 tipos:

= Tensão ideal: deve ser a mais baixa possível, sem que ocorra deslizamento, mesmo com picos de carga;

= Tensão baixa: provoca deslizamento e, consequentemente, a produção de calor excessivo nas correias, ocasionando danos prematuros; utilizada quando o acionamento necessita de um "fusível".

= Tensão alta: reduz a vida útil das correias, dos rolamentos dos eixos das polias, bem como das próprias polias.


Na prática, para verificar se uma correia está corretamente tensionada, bastará empurrá-la com o polegar, de modo tal que ela se flexione aproximadamente entre 10 mm e 20 mm, variando conforme o tipo de correia e a distância entre o centro dos eixos.

As Correias em V são muito utilizadas nas indústrias em diversos equipamentos, 

o formato do canal em V "trabalha" contra o lado da polia V sob tensão.

O formato desse tipo de correia trapezoidal evita que a correia deslize com facilidade.

Os canais em "V" mais utilizados são:

A, B, C, Z, 3L, 3V, 5V, SPZ, SPA, AX, BX, CX, ZX, 3VX, 5VX, XPZ, XPA, XPB.

Correia em "V" é o elemento utilizado há mais de um século e muito importante no sistema de transmissão de potência. A primeira correia em "V" de borracha e material têxtil foi produzida nos Estados Unidos no ano de 1917. Desde então, muitos avanços tecnológicos ocorreram referentes às matérias-primas utilizadas e aos processos de fabricação empregados, porém o conceito básico do sistema é mantido até hoje.

A grande vantagem na utilização de correias para transmissão de potência é a flexibilidade que o sistema proporciona, possibilitando uma gama variada de multiplicações ou reduções nas rotações dos equipamentos, com uma facilidade que não se encontra em qualquer outro sistema de transmissão.

A utilização das correias em V ainda proporciona vantagens com relação aos demais sistemas, em especial a de não transmitirem choques e de atuarem como uma proteção quanto à sobrecarga no equipamento.

As correias em "V" industriais podem ser classificadas em dois tipos básicos, referentes às suas características construtivas: Lisas Envelopadas e Com Dentes Moldados.

= Envelopadas:

Na construção deste tipo de correia temos  

Envelope. Elemento Isolante. Elemento Tensor. Elemento de Compressão ou Amortecedor.

= Com dentes moldados:

Cobertura. Elemento Tensor. Elemento de Compressão ou Amortecedor. Elemento Isolante

Envelope ou Cobertura:

O tecido de algodão e poliéster impregnado com borracha garante a resistência contra a abrasão e protege os componentes da correia.

Elemento Isolante:

Mantém o elemento tensor ligado ao corpo da correia e evita a fricção entre os componentes.

Elemento Tensor: 

Também conhecido como cordonel, composto por fios de poliéster que garante a transmissão integral da força, com baixíssimo índice de alongamento e com elevada resistência à fadiga.

Elemento de Compressão ou Amortecedor:

Resiste à fadiga causada pela compressão e também dissipa o calor provocado pelo atrito do sistema, proporcionando elevada vida útil à correia. 

 

Correias em V com dentes moldados foram desenhadas para melhorar a combinação de flexibilidade, suporte dos cordonéis e distribuição das tensões, além de dissipar o calor e permitir o uso de polias de menor diâmetro.

 

Identificação do Produto

Um dos grandes problemas para identificar uma correia em V já desgastada é que suas marcações foram apagadas pelo tempo de uso.

Assim, quando se tem em mãos uma correia em "V" e deseja-se saber qual é o seu perfil e o seu comprimento, deve-se seguir os passos abaixo:

1. Medir a largura superior do "V" da correia. 

Caso a correia esteja extremamente gasta, recomenda-se efetuar a medição na parte superior do canal da polia, onde essa correia estava trabalhando. 

2. Medir o comprimento externo da correia. 

3. Com a largura superior da correia, utilizando as tabelas/catálogos, você pode definir qual é o perfil desejado.

4. Com o comprimento externo da correia, e utilizando-se das tabelas/catálogos você poderá definir qual é o comprimento desejado. 

5. Dessa forma, você determina o código da correia em "V" que tem em mãos. 

6. Uma ferramenta útil é o Gabarito de Polias / Correias que ajuda muito na identificação do tipo de perfil.

Quando precisar de Correias em V, fale com a Celbras!!

 

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Celbras, sediada em Jundiaí - SP é uma empresa especializada em comercializar produtos para manutenção industrial e atende empresas do Brasil todo dos mais variados ramos.

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